Palavras de um futuro bom (Jeremias 29:11)
Esta não foi a minha primeira vez em Bali. E, seguramente, não será a última. Senti a vida ao observar o ir e vir das ondas, o cair da chuva, o entardecer frente ao mar. Encantei-me – mais uma vez! – com os sons, com as vitrines, com os restaurantes, com a alegria nas ruas, vívida nos olhares, nos sorrisos, nos corpos. Experimentei novos pratos, explorei novos lugares, habitei outros cantos. Registrei, dobrei e guardei dentro do peito e nos horizontes da memória momentos especiais. Ri até a barriga doer. Planejei e frustrei-me também. Mas, finalmente, vi mais um ano ser encerrado e no desabrochar de um novo, novas esperanças e promessas se fortaleceram, gratidão eclodiu do coração e memórias me permitiram concluir que sempre haverá motivos para sorrir. Tais memórias me fizeram lembrar que é tão simples (e tão difícil!) ser feliz. E com os brindes, novos sonhos lançaram palavras ao vento. Foi quando, ao final da contagem regressiva, em meio àquela explosão de fogos de artifícios e daquele espetáculo de luzes frente ao mar, o Céu sussurrou aos ouvidos do meu coração: “- É preciso confiar e lutar mais para tornar possível o impossível. Você pode mudar o seu mundo.” “- Mesmo?” Pensei eu. E o Céu continuou: “- Eu bem sei os planos que tenho para você! São planos de paz, e não de mal. Planos para vos dar um futuro e uma esperança.” E assim, mais um ano se desfez, trazendo novas esperanças e palavras de um futuro bom.
Fade into the background
Vejo luzes a bailar pelo céu, anunciando a chegada de mais um ano.
Vejo esperanças se renovando e sonhos sendo recriados.
E o passado? Ah o passado… Esse se dissipa, se esvai juntamente com a areia que as ondas trazem e levam. Fica, contudo, uma certeza: nada é muito, quando o mundo é meu.
Mais do Natal em Dili
Natal em Dili é sempre algo bonito de se ver.
As ruas ficam cheias de presépios durante quase todo o mês de Dezembro. Muitos são bem ornamentados. Outros são mais simples, mas nem por isso deixam de chamar a atenção.
Durante as noites, pisca-piscas convidam os jovens dos respectivos bairros a se reunirem para conversar, cantarolar e beber vinho e tuaca, uma bebida tradicional. Obviamente que, como consequência disso, algumas discussões e conflitos surgem. Contudo, desta vez, o Governo foi bem intransigente, afirmando através dos meios de comunicação e através das autoridades locais que atos de violência não seriam tolerados.
Registrei alguns destes presépios e outras imagens de Dili durante as semanas que antecederam o Natal. Seguem abaixo para quem quiser conferir.














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