As coisas tão mais lindas
De frente para o computador, enquanto eu digitava alguns textos jurídicos, Cássia Eller tocava no meu iTunes. A música que fez-me viajar do meu pequeno gabinete para alguns cantos do paraíso outrora perdido dentro de mim foi “As Coisas tão mais lindas”. Cássia simplesmente cantava coisas que eu gostaria de ter escrito. Coisas que, agora, eu adoraria cantar para alguém um tanto quanto distante. Distante em todas as direções, em todos os horizontes, em todos os sentidos, em todos os pontos. Cardeais ou não.
Foi então que concluí que pior do que não poder ser ouvido, agora, é não ter para quem cantar tão lindas poesias.
Pois é: acho que estou de caso com as palavras e com a música. Mas honestamente, preferia estar de caso com um certo alguém.
Já é quase Natal. Deveria eu adicionar isso à minha lista?
Hillsong UNITED em Jacarta: Aftermath!
Apesar de já ter ido à Hillsong em Sidney, Austrália, foi a primeira vez que vi um show liderado pelo pessoal do UNITED. Estava curioso porque nunca imaginei que tantas pessoas pudessem atender a um trabalho cristão no país que é considerado fechado ao cristianismo por possuir o maior número de muçulmanos no mundo: Indonésia.
UNITED foi a Jacarta e por sorte eu lá estava. Já não haviam ingressos a venda há mais de uma semana, mas a bondade de um amigo que conheci em Timor me favoreceu: Michael Ferdinand Runtuwene cedeu seus dois ingressos para que eu e Isabel – uma amiga e missionária em Timor – atendêssemos ao concerto. Valeu a pena.
Os caras tocam, falam e cantam bem. Tem presença de palco e ministram com autoridade. Não se limitam a usar frases de efeitos. Cantam e encantam. Bastam alguns minutos para que todo o auditório começe a adorar com intensidade. O ambiente se transforma rapidamente e uma atmosfera de adoração extravagante contagia a todos os presentes. É impossível deixar aquele lugar da mesma forma como se entrou. Dá pra entender a projeção que o UNITED vem conquistando deste os últimos anos. Basicamente, os caras são hoje a melhor banda cristã no mundo, tendo inclusive conquistado lugares de destaque em revistas especializadas pela vendagem excepcional. Há dois anos, por exemplo, “Across the Earth: Tear Down the Walls” ultrapassou, nos EUA, a vendagem de grupos como The Black Eyed Peas, assumindo por semanas o primeiro lugar na listagem. E este ano, logo após o lançamento, “Aftermath”, o novo álbum do grupo (o qual dá nome à turnê mundial) alcançou o topo das vendagens no iTunes da Austrália e Nova Zelândia.
Mais do que um show, o UNITED me reportou a um culto com duração de duas horas e trinta minutos que passaram rapidamente. A mensagem foi pregada de forma clara, expontânea e atrativa. No apelo, inúmeros indonésios declaram ser Jesus o Senhor das suas vidas. Algo lindo de se ver.
Num país onde há limitações à liberdade de expressão, fiquei surpreso e encantado com o desenvolvimento e comprometimento do cristianismo. Estamos a atravessar o mar a pé enxutos mas os campos continam brancos para a ceifa. Só não vê quem não quer.
[a_CROSS//the_EARTH] :: Tear Down The Walls
Fico a pensar se quando “Shout to the Lord” foi lançado anos atrás (a versão brasileira desta canção ficou conhecida através da gravação feito pelo Diante do Trono 1, com o título “Aclame ao Senhor”), Darlene e a Hillsong Worship Team imaginavam a projeção que teriam anos mais tarde. Provavelmente nem Joel Houston – que deveria ter uns 8 anos quando essa canção foi gravada! -, era capaz de conceber que anos depois estaria à frente – e no palco, com Marty Sampson – do United.
O último CD do grupo, lançado no primeiro semestre deste ano, ficou várias semanas na lista do itunes americano, oscilando entre o primeiro e o segundo lugar da lista de maior vendagem (à frente, inclusive, de Fergie e a troupe do Black Eye Peas!).
No site oficial do UNITED, é possível fazer, gratuitamente, o download da música “No Reason”, do último álbum. Os riffes de guitarra, o vocal, harmonia e linha melódica, a vibração e a energia são inconfundíveis.
Para acessar o site e fazer o download, clique aqui!
O título [a_CROSS//the_EARTH] :: Tear Down The Walls sugere que a igreja deve libertar-se das paredes que a cercam e que em algumas vezes a aprisiona, ignorando a fome, a pobreza e toda a forma de injustiça social. Deve assumir, portanto, a sua responsabilidade em prol do bem comum. Mais, compreendendo que nossas necessidades e ambições devem se dobrar aos pés da cruz, é preciso compreender que “o que Deus realiza em nós é a nossa história, mas que o que escolhemos fazer com esta história é o que realmente importa”.
Coisa para se pensar (Porque este é o tempo para que também a igreja promova transformações!)!
Pro dia nascer feliz!
Surfando na net, descobri que hoje, 13 de julho, é o dia mundial do Rock. Reportei-me à minha adolescência, quando o desejo de causar mudança través da música era uma idéia constante, esvainecida pela tentativa frustrada de deixar a cabeleira crescer tentando imitar Dale Thompson, do Bride, e Jamie Rowe, do Guardian, expoentes do rock cristão internacional, ou, ao menos, Manga, Brother e, especialmente, Zé Bruno – com a inesquecível versão de florzinha!
Quando ouvi o Katsbarnea e Catedral pela primeira vez, pensei: “- Meu Deus! Tudo o que sempre sonhei está aqui, nestas k7′s!”. Foram presentes da Melissa, a menina roqueira, do cabelo vermelho, da igreja Maranata, vizinha de classe, no Educandário Curumim (Pois! Esse era o nome do colégio!). Eu estava no primeiro colegial (apesar do nome da escola, acredite: eu estava mesmo no que hoje chamam de ‘ensino médio’!) e foi quando descobri também as poesias de Cazuza, Barão e, especialmente, da Legião – os ‘filhos da revolução”.
Hoje, ouço mais do rock brasileiro. E até sinto saudades da década de 80, donde o Brasil foi testemunha de uma época de crescimento econômico, do fim de Figueiredo, de reorganização de forças políticas, do aprendizado do processo de redemocratização e, para além disso, da evolução do rock no cenário artístico. Foi também a época que descobri o Atari e alguns desenhos que eu ainda adoro, como He-man, Transformers e Thundercats!
Apesar de pequeno, recordo-me de sucessos como “Lança perfume” e “Menina Veneno” do Ritchie. E também me recordo de algo do Barão e do Cazuza.
É isso: feliz dia mundial do Rock para todos! Desejo, para esta data, dor de barriga – como a que tive há uma semana atrás! – para todos os micareteiros, pagodeiros, funkeiros e caipiras. Como dizem os amigos tugas: para os curtidores de música pimba!
Stay heavy,
Stay rock!

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