Máquina Transformadora

A morte de um yorkshire como um convite à reflexão para uma participação social, cristã e cidadã.

Publicado em Brasil, Direitos Humanos, Justiça, Religião por georgesilva em dezembro 23, 2011
Evil is unspectacular e and always human, and shares our bed and eats at our own table.   – W. H. Auden, Herman Melville

Esta semana vi o Brasil insurgindo-se porque uma enfermeira, propositadamente e de forma extremamente violenta, matou um filhote de Yorkshire. O vídeo foi postado no “youtube” e causou em muitos comoção e revolta, a ponto de serem incitados atos de violência contra a autora de tal atrocidade e isso através de comentários nas redes sociais.

Assistí ao vídeo e, de fato, fiquei perplexo, triste e pensativo: – como pode um ser agir de tal forma contra outro ser, inofensivo, incapaz de defender-se?

De fato, o ser humano tem uma capacidade incrível de promover o mal. Somos a única raça que mata , por exemplo, por prazer. E quando falamos desta imensa capacidade em direcionar as habilidades para o mal, nem precisamos fazer alusão a Stalin, Hitler ou Saddam Hussein. Basta olharmos para pessoas comuns, do nosso bairro, do nosso ambiente de trabalho, das nossas igrejas, da nossa escola e faculdade. Mais do que isso, basta olharmos no espelho. Bem ali, diante dele, figura a imagem de um ser tão perverso e cruel quanto aqueles acima referidos.

Voltando à enfermeira: ao ler alguns dos comentários feitos em relação à ela na rede mundial de computadores, notei uma certa inversão de valores. Ou, quem sabe, a ausência destes. O que é errado é errado e ponto. Cada um deve ser responsabilizado pelos atos que pratica e de acordo com as disposições legais. Entretanto, penso ser desproporcional manifestar-se – por exemplo – a favor da “pena de morte” para aquela enfermeira quando outros atos tão sérios quanto aquele não são combatidos com a mesma intensidade e rigor. Porque, por exemplo, não nos manifestamos da mesma forma, com a mesma indignação, quando tomamos ciência de pessoas que, por agirem de acordo com as normas legais, morais e éticas, são despedidas dos seus trabalhos ou até mesmo assassinadas (como aconteceu com a Juíza Patrícia Acioli que, conhecida pelo rigor na luta contra as máfias, foi executada há alguns meses atrás com 21 tiros por ter condenado policiais militares envolvidos em ações criminosas)? Porque não nos revoltamos com a mesma veemência quando pessoas normais, como eu e você, promovem o tráfico humano ou consentem com a corrupção (já tão institucionalizada neste país)? Porque não levantamos alguma bandeira quando os idosos são tratados com descaso nas filas enormes do INSS, ou quando vemos crianças nas ruas ao invés de acolhidas em um bom lar, devidamente alimentadas e recebendo uma educação com qualidade, estes princípios constitucionais?

Será que tais questões não são tão sérias ou comoventes quanto o assassinato de um cão? Que balança estamos usando? Que valores estamos pregando? Porque tamanha inércia? Que justiça e princípios morais, religiosos e éticos estamos semeando? E quais nossos filhos colherão?

Defendo a vida em qualquer das suas formas. Defendo a necessidade de revermos nossos valores e, com equidade e justiça, garantirmos a proteção e manutenção da vida. De todas elas.

Defendo que é preciso reconhecer as implicações éticas de cada mínimo ato e palavra de nós provenientes e que ignorar tal circunstância também trará implicações sociais e políticas.

Sim! A morte de um cão expôs a ausência de valores morais, éticos e cristãos na nossa sociedade. Por outro lado, a morte deste mesmo cão nos serve como um convite à reflexão para uma participação social, cristã e cidadã.

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Natal em Dili

Publicado em Dili, Religião, Timor Leste por georgesilva em dezembro 16, 2011

O Natal está quase batendo à porta e mais uma vez celebrarei tal data nos trópicos.

Revirando coisas velhas, reencontrei, por acaso, CD’s antigos com canções natalinas. Amy Grant não pára de cantar  “Sleigh Ride” e “The Chrismas Song” enquanto Donnie McClurkin encanta com “Hark! The Herald Angels Sings”. Mais, começo a receber (e a enviar) cartões. Virtuais, claro, mas tão especiais quanto os tradicionais, feitos em papel.

Para além disso, nos diferentes bairros de Dili já vejo jovens trabalhando em equipe para construir a tempo os Presépios.  Uma vez pronto, tais jovens passarão quase todas as noites do mês reunidos com um violão, isso ao lado de Maria e José, os 3 Reis magos,  muitas luzinhas e provavelmente – como nos anos anteriores! – um Papai Noel como testemunha daquele tão importante evento: o nascimento do menino Jesus. Claro, estarão todos alegremente cantando(?), conversando e tomando uma tuaca (uma bebida tradicional, extraída das palmeiras) até o sol raiar. Sempre foi assim desde que cá cheguei e até confesso: eles são criativos.

No Timor Plaza, o novo (e único) Shopping da cidade, uma árvore de natal gigantesca foi montada e uma programação especial foi preparada, que vai desde apresentações de corais de escolas da capital até um encontro com um Papai Noel timorense, magrinho e com barba postiça e que em nada, a não ser a roupa vermelha, faz lembrar o velhinho que vive no Pólo Norte. Mas isso não é razão para impedir que as crianças se divirtam e recebam, sempre muito contentes, algumas balas e outros doces.

Pelo comércio, já se nota certa movimentação: várias pessoas estão a comprar presentes, isso enquanto se ouve canções natalinas em ritmo de forró e ‘kuduro’ (não sei ao certo se é assim que se escreve! Muito menos sei como se dança!) :p.

É interessante ver a cultura ocidental influenciando sobremaneira a cultura oriental. Lembro-me bem de ter visto na Tailândia (um país onde a maioria é budista) e na Malásia (onde a maior parte da população é muçulmana)  quando lá estive neste mesmo período do ano,  árvores natalinas lindamente enfeitadas.Também vi um Papai Noel em Bali, com calção de banho e uma prancha de surf na mão.

A propósito: vi esta semana, pela TV, um certo “Papai Noel” ganhando destaque ao visitar crianças residentes em Sensai, no Japão, vítimas do tsunami que ocorreu em Março passado.

Por mais evidente que seja a aproximação de culturas, percebe-se a falta de compromisso com o aniversariante. Comemora-se tudo, menos a lembrança do nascimento do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Mesmo nestas culturas orientais, já se percebe que a troca de presentes nesta época do ano passou a ser algo costumeiro. Sejamos honestos: – Rapidamente,  quando pensamos em Natal, qual a primeira imagem que nos vem à mente?

a) a do velhinho gorduxo com roupas vermelhas e que carrega o saco nas costas (isso soa engraçado!)?

b) pinheiros enfeitados?

c) troca de presentes?

d) neve! Muita neve!?

e) a rena do nariz vermelho!?

f) o nascimento de Jesus!?

Que a vinda de Jesus – o verdadeiro sentido do Natal! – possa sempre ser lembrada por nós, não apenas no mês de Dezembro, mas durante o decorrer de todo o ano. Com o nascimento Dele, uma verdadeira revolução de amor e esperança se solidificou. Vivamos, pois, com esta certeza: Ele veio por nós!


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Uma simples reflexão sobre a promoção de valores éticos e sociais como uma forma de se assegurar os Direitos Humanos.

Publicado em Direitos Humanos, Educação, Política, Religião, Sobre muitas coisas... por georgesilva em dezembro 11, 2011

É certo que juntamente com a evolução do mundo desenvolveu-se a necessidade de se tutelar os direitos inerentes ao ser humano e esta necessidade, obviamente, afigura-se cada vez mais emergente, independentemente das diferentes nuances que tais direitos atualmente abraçam. Ao longo de toda a história, identificamos personagens que lutaram para criar mecanismos que promovessem a liberdade individual, o livre pensamento, a liberdade de locomoção, o acesso à justiça, à educação, e tudo isso como forma de garantir a nós, seres humanos, a nossa plena atuação no mundo.

Por exemplo: se investirmos em uma educação com qualidade, promoveremos a dignidade (direito consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos) da pessoa humana.  E assim, conscientização, reflexão, desenvolvimento de capacidades, e, conseqüentemente, preparo para o mercado de trabalho, redução da violência e da criminalidade e igualdade social serão alguns dos benefícios que abraçarão toda a sociedade. E com a redução da violência, o direito à propriedade nos é assegurado (outro Direito consagrado na Declaração). Com a diminuição do índice de desemprego, a prática de atos ilícitos também se reduzirá. Com a implementação de uma educação onde todos tenham acesso, a sociedade não restará sujeita às tiranias e abusos por partes dos poderosos e tão pouco seus direitos civis serão violados com facilidade, sem nenhuma repulsa. Quando o cidadão tem a consciência do universo ao qual ele está inserido, quando capaz de refletir, ele passa a exigir do Estado determinadas prestações positivas. Mais, a sua consciência será motivada de modo a aceitar diferenças, a desenvolver a tolerância, aceitando-se os diferentes pensares, o direito a se ter e a praticar uma religião, promovendo-se, por fim, a igualdade de gêneros. Uma coisa está relacionada à outra e portanto, a busca por estes valores solidários e proteção nos domínios econômico e social deve ser uma constância.

Contudo, nesta Aldeia Global à qual estamos inseridos, donde valores se diferenciam entre tribos, não é fácil obter resposta à seguinte questão: Como respeitar a vida, direito universal, quando tal direito confronta costumes e leis – religiosos ou seculares! – que contradizem a proteção de tal bem (a vida como bem maior)?

É claro que valores explicam premissas e definem pontos essenciais no que concerne à tomada de decisões. Por isso, entendo, torna-se importante repensarmos as implicações éticas, socioculturais, religiosas e políticas que aderimos, desenvolvendo uma consciência que nos permita viver em acordo, onde o respeito mútuo seja observado, especialmente quando entendemos que supremacia de vontades não permite uma (con)vivência harmônica quando inseridos nesta aldeia global.

Apesar da espera, Deus age.

Publicado em Religião, Sobre muitas coisas... por georgesilva em dezembro 10, 2011

Quase seis meses se passaram desde a última vez em que postei algo aqui. De fato, este semestre tem sido bem especial. Muitas coisas aconteceram e tem acontecido de uma forma bastante rápida. Em tudo, obviamente, pude – e posso! – experimentar mais do amor de um Deus que a todo tempo é zeloso, de um Deus que me tem feito compreender que tudo coopera para o meu bem. Mesmo o que eu penso que não.

Foi assim ao me preparar um novo contrato de trabalho. Não o que eu queria, mas seguramente o que no momento tem me aprovisionado e complementado o que venho aprendendo no MBA que, finalmente, pude reingressar.

Foi assim ao me permitir voltar ao Brasil onde fiquei por quase 6 semanas na companhia de amigos queridos e dos meus familiares. Dos meus pais, especialmente.

Foi assim ao me possibilitar conhecer novos lugares, como no Rio de Janeiro e em Istambul, por exemplo. Bem, Istambul estava na minha lista de lugares para se conhecer este ano. Ficará faltando Lisboa e Taipei que, todavia, planejo conhecer em 2012. Ainda, regressei a Cingapura, a Jacarta, a Bandung e vi Vitória, Manaus e o encontro do Rio Amazonas pela janela do avião. E sobrevoei Bagdá e tirei fotos.

Também pude compartilhar: proferi uma palestra no Campus da ULBRA de Porto Velho, sobre a “Construção do Sistema Jurídico em Timor-Leste” e participei de um mutirão promovido pelo Poder Judiciário de Rondônia em um dos presídios de segurança máxima da capital daquele Estado, conferindo direito de progressão a presos, ouvindo suas histórias e conhecendo outras realidades.

Foi um tempo de chegada e partidas. De expectativas. Um tempo de exercício da paciência e um tempo de aprendizado. Aprendi que, enquanto se espera, Deus age.

A superficialidade da Música Cristã Contemporânea brasileira na atualidade

Publicado em música, Religião, Sobre muitas coisas... por georgesilva em julho 3, 2011

Felipe Braga, um amigo de Rondônia, me encaminhou pelo Facebook um clipe antigo de uma música que me reportou a momentos bem especiais da minha infância e adolescência. A canção chamada “Situações”, composta pelo Pr. Paulo Cézar e gravada pelo Grupo Logos, tem uma melodia linda e uma letra que conforta a alma (para ver o clipe, clique aqui). Já faz algum tempo que estou fora do Brasil, mas o que percebo é  que hoje está sobrando pelo mercado grupos e trabalhos cujas canções mais lembram uma animação de um programa qualquer de auditório, como aqueles episódios onde Gugu Liberato gritava “-Domingo!” e a galera respondia: “-Legaaaaal”!

Na verdade, o que mais me impressiona em grupos como o Logos, Vencedores por Cristo e Milad (só para citar alguns) não são apenas os arranjos bem bolados e a criatividade em ter que se fazer um som fantástico explorando ou tirando tudo o que se era possível dos instrumentos tão limitados em comparação com aquilo que temos hoje. Me impressiona, para além disso, a poesia e o comprometimento que estes grupos sempre demonstraram ter em relação à Palavra. Eu não quero generalizar, mas confesso que escuto, do Brasil, mais músicas ‘cristãs’ antigas do que trabalhos atuais. Porque? Porque não gosto da maior parte dos trabalhos atuais.  Por isso. Porque a maior parte dos trabalhos atuais cansam meus ouvidos. A paciência foge de mim quando aperto o “play” e logo na introdução da música me vêm palavras como “brado de vitória”,  “profetizar” ou “apaixonado”.  Particularmente, eu me canso de ouvir por 10 minutos consecutivos alguém cantando que está “apaixonado, apaixonado e apaixonado”. Talvez seja apenas uma impressão minha que muitas das músicas criadas para o atual mercado cristão são pobres no que se refere  à poesia e à teologia (pra não falar em total ausência desta última) ou talvez  seja falta de sorte mesmo – uma vez que o que chega às minhas mãos são melodias parecidas com mantras que as vezes escuto nas visitas a templos budistas da Tailândia, Laos e templos hinduístas de Bali, por exemplo -.

Eu gosto muito de uma frase do Reuben Morgan, um dos ministros de louvor da Hillsong, onde o mesmo afirma que “a palavra”, por si só, continua sendo a maior inspiração do grupo. E eu concordo. Na minha opinião, as composições da Hillsong não se limitam a um ‘oba-oba’, a algo criado para animar o auditório. Na verdade, as canções trazem (ou levam) os ouvintes a um ambiente onde Deus é o centro.

Não me interessa os “rótulos”. Se música cristã contemporânea ou música Gospel (se bem que o termo Gospel, na essência, representa um estilo criado pelos negros americanos, praticamente divulgado por meio dos famosos corais batistas, por exemplo), isso, pra mim, é o de menos. O que me importa, me preocupa, é a essência destas canções. De que adianta os “super-espirituais” de plantão dizerem que música secular é do diabo porque não edifica ou porque não serve ao propósito de ‘adorar’ àquele que nos fez quando a maior parte das canções cristãs atualmente entoadas nas igrejas “tiraram” Deus do centro, o “grande EU sou”, colocando o “eu-humano” em evidência? É “eu posso vencer” aqui, “eu posso andar pelo fogo” ali, “e se diante de mim não se abrir o mar, Deus vai me fazer andar por sobre as águas”, e por aí vai. Ou seja: Ou vai, ou racha! E neste “vencer ou vencer”, mais do que um lema de fé, surge uma nova ordem ‘espiritual’. Faltarão shofares pra ajudar na causa…  Honestamente: Legião Urbana fala muito mais ao cantar que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã” do que diz um tal de Ministério Tomados pela Glória com uma tal de “dança da noiva”.

O que também me soa desconexo com as pregações hoje veiculadas através das canções mais vendidas é que o próprio evangelho traz exemplos de seguidores de Cristo que não tiveram a vida pautada na aquisição de bens materiais, numa vida sossegada, livre de problemas, numa vida sem estresse e/ou sofrimento de qualquer natureza. Sendo assim, me pergunto se não passou do tempo de haver uma reforma dentro da reforma, donde valores essenciais – talvez esquecidos – sejam relembrados e reafirmados. Porque, na verdade, as causas e os valores cristãos defendidos por Lutero, Calvino, Wesley e Huss, estão se perdendo. Estes, mártires da fé, não desejavam criam novas denominações, mas apenas colocaram em evidência falhas da Igreja Medieval, se levantando contra uma mentalidade que não encontrava amparo em nenhuma passagem das escrituras sagradas. Tinham eles a esperança de que ela, Igreja, se agarrasse à Palavra e a nada mais. E, infelizmente, o que noto é que a igreja contemporânea está a reinserir nas suas liturgias, práticas por estes mártires condenadas. Mais do que por eles: pelo próprio Autor da vida. E assim, a graça, por si só, já não basta. E a graça, por só só, já não tem graça.  A graça, presente maior, já não é tema central das músicas cristãs contemporâneas (ou Gospel, como preferirem)…

Saudades sinto dos primeiros SOS da Vida, com o Rebanhão do Carlinhos Felix cantando: “- eu quero voltar ao primeiro amor!”. Saudades eu sinto daqueles SOS onde os rapazes do Resgate, mesmo com os cabelos longos até a cintura e guitarras  estridentes também pregavam: “- E agora leve fardo levam sobre os seus ombros…”, onde Katsbarnea, de uma forma inteligente, evidenciava que as riquezas deste mundo não compram o prazer de se viver no centro da vontade do Pai e que a verdadeira “Revolução está no nome de Deus, seu Filho Jesus, que nos liberta das cadeias, dos enganos deste mundo que sabe muito bem como iludir…” (ou que jovem da minha época, que curtia Clipe Gospel até  altas horas da madrugada nunca vibrou ao ouvir “Extra-extra” e “Revolução”?)… Saudades as vezes ainda sinto em ouvir Guardiam, Whitecross, Bride e a galera do DC Talk gritando: “- I am a Jesus Freak!”.

Seria eu também um por pensar assim? Ou será que estou apenas ficando velho e, velho, passo a agir como minha mãe fazia comigo ao criticar o som que eu curtia? Melhor seria se fosse assim, eu diria.

Hillsong UNITED em Jacarta: Aftermath!

Publicado em música, Religião, Sobre muitas coisas..., Viagem por georgesilva em junho 15, 2011

Apesar de já ter ido à Hillsong em Sidney, Austrália, foi a primeira vez que vi um show liderado pelo pessoal do UNITED.  Estava curioso porque nunca imaginei que tantas pessoas pudessem atender a um trabalho cristão no país que é considerado fechado ao cristianismo por possuir o maior número de muçulmanos no mundo: Indonésia.

UNITED foi a Jacarta e por sorte eu lá estava. Já  não haviam ingressos a venda há mais de uma semana, mas a bondade de um amigo que conheci em Timor me favoreceu: Michael Ferdinand Runtuwene cedeu seus dois ingressos para que eu e Isabel – uma amiga e missionária em Timor – atendêssemos ao concerto. Valeu a pena.

Os caras tocam, falam e cantam bem. Tem presença de palco e ministram com autoridade. Não se limitam a usar frases de efeitos. Cantam e encantam. Bastam alguns minutos para que todo o auditório começe a adorar com intensidade. O ambiente se transforma rapidamente  e uma atmosfera de adoração extravagante contagia a todos os presentes. É impossível deixar aquele lugar da mesma forma como se entrou. Dá pra entender a projeção que o UNITED vem conquistando deste os últimos anos. Basicamente, os caras são hoje a melhor banda cristã no mundo, tendo inclusive conquistado lugares de destaque em revistas especializadas pela vendagem excepcional. Há dois anos, por exemplo, “Across the Earth: Tear Down the Walls” ultrapassou, nos EUA, a vendagem de grupos como The Black Eyed Peas, assumindo por semanas o primeiro lugar na listagem. E este ano, logo após o lançamento, “Aftermath”, o novo álbum do grupo (o qual dá nome à turnê mundial) alcançou o topo das vendagens no iTunes da Austrália e Nova Zelândia.

Mais do que um show, o UNITED me reportou a um culto com duração de duas horas e trinta minutos que passaram rapidamente. A mensagem foi pregada de forma clara, expontânea e atrativa. No apelo, inúmeros indonésios declaram ser Jesus o Senhor das suas vidas.  Algo lindo de se ver.

Num país onde há limitações à liberdade de expressão, fiquei surpreso e encantado com o desenvolvimento e comprometimento do cristianismo.  Estamos a atravessar o mar a pé enxutos mas os campos continam brancos para a ceifa. Só não vê quem não quer.

Mulher Cobra

Publicado em Baucau, Religião, Sobre muitas coisas..., Timor Leste por georgesilva em abril 14, 2011

Naquele dia, consegui despachar os processos antes do encerramento do expediente. Não haviam juízes em Baucau, pelo que pude concentrar-me nos processos que estavam separados para serem arquivados ou acusados. Ao menos enquanto havia eletricidade. Naquela altura, havia muito corte de energia naquela cidade.

Porque tinha que esperar pela funcionária judicial, encostei-me na viatura da Procuradoria, já que fora do prédio estava mais fresco.

Lembro-me que eu olhava em direção à uma árvore. Não estava pensando em muita coisa, a não ser em chegar no pequeno quarto onde eu morava durante a semana para tomar um belo de um banho, jantar e descansar.  Não havia muito mesmo o que se fazer por ali. E porque eu olhava fixamente em direção a uma árvore, o meu contra-parte timorense – o Procurador Distrital – que também estava a sair veio ao meu encontro perguntando-me com ar muito preocupado o que eu estava a observar. Disse-lhe: “- Nada Doutor! Estou apenas a esperar a ‘Mana Ni’ (era assim que carinhosamente chamávamos a Sra. Escrivã)”.  Foi então que ele me disse: “- Ah! Que bom Doutor! Já estava preocupado. Pensei que a mulher cobra estava a tentar seduzí-lo.”

“-Mulher-cobra?” perguntei-lhe.

“-Sim! A mulher-cobra!”

Obviamente, fiz cara de quem não estava entendendo e ele pôs-se logo a me explicar:

“- Nós, timorenses adoramos o crocodilo. Entretanto, levando-se em conta que nas montanhas não há crocodilos, adoramos então a cobra. Mas o fato é que se a cobra se apaixonar por um de nós, ela se transforma em mulher para então nos seduzir. Depois, ela faz com que nos apaixonemos por ela e então nos casamos.”

“- Neste caso, como serão os filhos?”, perguntei-lhe respeitosamente, ao que ele prontamente me respondeu: “- A mulher cobra não pode ter filhos Doutor!”

Fiquei a pensar que num país tão pequeno, mas com tantas crenças, isso poderia vir a ser um problema. Especialmente em relação às mulheres que eventualmente possuam algum problema de fertilização. Poderia ela ser considerada uma “mulher-cobra” atendo-se à esta percepção timorense? Tudo bem que um amigo meu, no Brasil, vivia me dizendo que a sogra era uma Jararaca. Outras vezes, uma cascavel. Mas isso já é outra história.

Da experiência que tenho aqui, a impossibilidade de uma mulher gerar filhos pode, em algumas circunstâncias, resultar um problema social. Tanto o é que muitas famílias acordam em ‘dar a filha prometida’ ao pretenso esposo para uma espécie de ‘teste’ que consiste no seguinte: se no período pré-determinado, em que ambos coabitam, a mulher não engravidar, não haverá o que se falar em casamento e em consequência nenhum ‘dote’ (ao que em Timor dão o nome de “Barlaque”) deverá ser pago.  Via de regra, na visão timorense, o homem é fértil. Logo, a impossibilidade de uma mulher engravidar seria um problema inerente a ela e dificilmente ao companheiro. Tal pensamento dificulta a hipótese de tratamento.

Ademais, apesar de haver muitos caminhos para vencer a infertilidade, acredito que ainda são poucos os timorenses que buscam orientação de um médico. Por enquanto, fica mais fácil culpar a “mulher-cobra”.

Experimentando mais do amor de Deus…

Publicado em Religião, Sobre muitas coisas... por georgesilva em dezembro 6, 2010

Como é maravilhoso saber que o amor de Deus ultrapassa minhas limitações e fraquezas, abraçando-me como sou, onde estou. E é por meio deste mesmo Amor que posso ser moldado a ponto de ser refletida em mim a imagem Dele. Como bem disse Walter KASPER na sua obra Jesus the Christ, “Experimentar o amor de Deus em Jesus Cristo significa experimentar ser de forma imerecida aceito, aprovado e infinitamente amado; que podemos e devemos aceitar a nós mesmos e ao próximo.” É preciso dizer mais?

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Diário de Bordo: -Viagem à Austrália! (2)

Publicado em Fotografia, Religião, Viagem por georgesilva em outubro 18, 2009

Já faz um pouco mais de um mês que não passo por aqui!
Justifico: estive um pouco doente e, na sequência, muito trabalho para fazer.
Mas agora que as coisas estão mais tranquilas, aproveitei para revisar o texto redigido já há várias semanas e postá-lo.
Nada de especial: apenas a sequência do “diário de bordo”  iniciado em Brisbane, na viagem à Austrália feita no final de Agosto passado.
Segue aqui a minha percepção de Sydney, cidade pela qual continuo apaixonado!
Abraços a todos!


Dia 28: Sydney!

Sydney é uma cidade linda! Energética, adorável, orientalizada. Porta para entrada na Austrália para a maior parte dos turistas.
Fácil de entender o porque: ruas seguras e limpas, inúmeros restaurantes para todos os bolsos e gostos, clima agradável, com inúmeras atividades. É impossível não encontrar alguma coisa que realmente te agrade neste lugar!
E pra quem gosta de praias, Sydney tem cerca de 70. Bondi é, provavelmente, a mais famosa.
A maior parte dos vôos internacionais chegam pela manhã.
4 milhões de pessoas vivem nesta cidade imponente. Isso representa cerca de 15 por cento de toda a população do país.
Como eu disse, há muita coisa para se ver e para se fazer e é possível passear por todo o centro praticamente a pé.
Neste primeiro dia, fui ao Jardim Botânico (Royal Botanic Garden). Dá pra se passar horas e horas por ali, curtindo a paisagem, vendo a variedade de plantas e de pessoas! Sim! Há pessoas de todos os lugares e de todos os tipos.
Nas árvores, morcegos gigantescos. Lembram os dos filmes do Batman.
Logo ali, mais à frente, entre os prédios que se misturam com as árvores e gramados, se percebe a “Sydney Opera House” e, ao fundo, a “Harbour Bridge”, imponente. Ambas, cartões postais da cidade.
É possível escalar a  ponte. Basta desembolsar 120 doletas para tal.
Preferi bater uma foto de baixo mesmo. Até porque, tenho apenas 3 dias por aqui e muita coisa para se ver.
Vários espetáculos estavam em cartaz na Sydney Opera House. Os preços variavam entre 70 e 130 dólares australianos.
Aqui, uma dica: para quem optar pelo “Tour” para conhecer a “Opera House” por dentro, há um desconto considerável no valor dos ingressos para os concertos e peças. Vale a pena!
Infelizmente, a peça que eu queria assistir já tinha os ingressos esgotados para a noite de hoje. E, amanhã , domingo, será tempo para conhecer a Hillsong! Ademais, é certo que esta não será a última vez nesta cidade tão bacana.
Depois de tirar várias fotos da Sydney Opera House, da Harbour Bridge e do que havia por perto, encontrei um Chinês que estava a viajar só e que me pediu para tirar-lhe umas fotografias. Acabamos por fazer o mesmo percurso a partir de então, nos dirigindo ao Darling Harbour, primeiro pela George’s Street. No caminho entre a Ópera e o Darling Harbour, o ‘chinoca’ me disse que estava em trânsito por Sydney e que na manhã seguinte iria pegar o vôo de volta para Pequim. Morou um ano em Melbourne, onde fez um curso de aperfeiçoamento para pilotos. Sim,  vai ser piloto da China Airways.
Seu inglês não é dos melhores, o que me chamou a atenção a ponto de perguntar-lhe se ele fez o curso em mandarim ou cantonês, ao que ele me respondeu: “- em inglês, claro George!”
Depois dessa, acho que considerarei melhor as companhias aéreas pelas quais viajo por aqui e acolá…  (risos)
Pois então: Darling Harbour é um ótimo lugar para se passar o fim de tarde ou o começo da noite.
Aliás, o entardecer por aqui é inesquecível. Por causa da poeira no ar, o sol, ao se pôr, faz com que o céu tenha diferentes tonalidades de cores a cada segundo. Um espetáculo.
Há vários museus, centros de entretenimento e muitos, muitos restaurantes ao redor.
No meio do mar, próximo à ponte (Pyrmont Bridge), um palco flutuante. Pensei logo: deve ser legal tocar ali! UNITED que o diga! =)
No fim da noite fui para o cinema. IMAX, o maior do mundo, bem ali, ao meu lado.
Não resisti: – fui assitir a um filme em 3D.
Não riam. Mas a melhor opção que tive foi, mesmo, “Harry Potter and the Half Blood Prince”!
Ao final, e cansado de tanto caminhar, voltei para o albergue. Fica próximo à estação central, há uns 15 minutos, à pé, da Darling Harbour.
É isso. Excelente para o primeiro dia. Hora de descansar porque amanhã haverá muito mais para se fazer.

Sydney

Harbour Bridge

Dia: 29: Apesar da alergia…

Acordei um pouco mais tarde e com uma alergia terrível.
Praticamente nem tomei café, a não ser um razoável chocolate quente da máquina que havia ali, no albergue mesmo.
Caminhei pela George Street. Uma overdose de Shoppings.
Almocei num restaurante italiano. Há várias opções de restaurantes pelo centro, para todos os gostos e todos os preços. E tem o Hungry Jack, na minha opinião, melhor do que o MacDonald’s.
Pelas 16:00 h., já estava eu na estação central a esperar o trem para Parammatta. O destino daquela tarde era o culto de sábado na Hillsong.
Chegando na estação de Parammatta, lá estava eu a procurar a tal chocolataria que o anúncio no website da Hillsong mencionava: o ônibus que gratuitamente levava membros da igreja e visitantes  aos cultos parava logo à frente desta chocolateria.
Repentinamente, uma senhora, ao me ver com um papel em uma das mãos (no qual eu tinha anotado as direções para a igreja!) e na outra um copo com chocolate quente, me disse: “- Você vai pra Hillsong! Pode vir pra cá que o ônibus já está chegando!” Foi quando lhe perguntei: “- E como sabes?” E ela afirmou: “- Visitantes que vão à primeira vez à nossa igreja sempre agem assim: um papel com endereço e um copo de chocolate a olhar para o relógio!” (risos). A senhora me conquistou pela espontaneidade e logo um outro brasileiro e um alemão que por ali estavam se aproximaram. Também estavam meio que perdidos, à espera do ônibus. E no horário preciso, lá estava ele. São quase 30 minutos da estação de Parammatta até o templo em Castle Hills.
Na viagem, conheci o Samuel, que tinha acabado de chegar do Brasil para uma temporada na Austrália. Engenheiro, veio estudar inglês.  Cara legal, músico, cheio de sonhos.
E entre conversas, a chegada na igreja.
A organização me surpreendeu, me encantou.
Logo na entrada, uma recepção fantástica.
O culto usa e abusa de recursos mutimídia.
São apenas 4 canções e então a pregação da palavra.
Ouvir o louvor foi como ouvir um CD do grupo: a qualidade é a mesma.
“Look to You” foi a primeira música que ouvi. Eu, claro, só agradecia em pensamento a oportunidade de ali estar.
A pregação é o forte. Quase uma hora que nem se vê passar.
Na saída, direito a falar com o Niguel, um dos guitarristas principais da “Hillsong Worship Team”. Fotografia também.
E enquanto esperávamos pelo ônibus, para  a volta a Parammatta, um lanche gratuíto oferecido pela igreja.
Tudo perfeito.
No retorno para o centro de Sydney, parada novamente em Darling Harbour.  Samuel estava a viver ali perto. Aproveitamos pra conversar um pouco mais. É sempre bom encontrar pessoas que compartilham da mesma fé, com idealismos em comum.
Parada na starbucks, de frente ao Harbour.
Ventava forte. A vista era fantástica. Compartilho logo aqui, abaixo!
E assim foi a noite de sábado.

Darling Harbour

Dia 30: My Spring!

Dormi tarde e acordei cedo.
Tive uma dor de cabeça terrível. A última, que me lembro, asism, foi há mais de um ano atrás, em Baucau.
Nenhum medicamento para tomar.
Me restou fazer compressas frias e massagens, orando para que aquela sensação passasse.
Acordei cedo. Me arrumei e fui para a estação central.
Era domingo e eu não queria perder um dos culto da manhã.
Encontrei o Samuel ainda na estação. Após fazermos o mesmo roteio, chegamos à igreja. Hoje, o culto seria no centro de convenções, o salão principal, onde é gravado muitos dos CD’s e DVD’s das bandas (Hillsong Worship e Hillsong United).
Na chegada, algo que me chamou a  atenção: alguns dos diáconos que nos atendeu no culto de sábado nos reconheceu e nos chamou pelo nome. Isso é que é eficiência, princiupalmente quando consideramos que a igreja recebe entre 4 e 5 mil pessoas por culto…
Um dos pastores que estava na entrada da igreja, no saguão de encontros, me disse que havia chegado há pouco do Brasil. Particularmente, de Fortaleza. Perguntei-lhe se havia ido em férias, ao que me respondeu: “- Não! Estamos iniciando um trabalho lá!”.

Maravilha!

Bem, hora de entrarmos no templo.
O louvor começou com “Time has come”, sem aquela introdução de guitarras, mas logo na sequência de um vídeo fantástico.
Darlene foi quem conduziu o louvor.
Como no culto de sábado, apenas 4 canções foram entoadas e então a pregação. Mais uma vez, o tempo passou e eu nem percebi.
Voltei para o Centro de Sydney.
Almoçei com o Samuel e depois fui para a “Queen’s Victoria Building”, um shopping famoso localizado no Centro.
Depois, voltei para o albergue e descansei um pouco.
Às 16:00h., lá estava eu fazendo o mesmo percurso para Castle Hills.
Era dia de “Sunday Night Live”!
Sem palavras!
E assim foi o meu domingo.

Hillsong

Jesus is love

Dia 31: Despedida!

Levantei-me cedo e fiz o “check out”. Meu último dia em Sydney e tinha que aproveitar bem.
Dirigi-me ao ‘pier’ e, de barco, fui conhecer Manly.
Lugar bonito, aconchegante.
A vista, até lá, era de impressionar.
Almocei no centro de Manly. Visitei a praia, bem famosa por aqui.
Retorno para o Centro de Sydney.
Hora de comprar algumas lembrancinhas.
Por último, fui conhecer o templo da Hillsong no centro de Sydney.
Não é tão imponente quanto a localizada em Castle Hills, mas também pareceu-me ser bem legal. Tinha um pessoal ensaiando e, claro, muitos jovens pelos átrios da igreja. Provavelmente, alunos da Hillsong College.
Hora de ir pro aeroporto.
Voo pra Darwin com escala em Brisbane, pela Virgin Blue Pacific. Saída às 18:30 e chegada em Darwin pelas 1:00 da manhã.
Dormi ali mesmo, no aeroporto. Logo às 7.00, check in e a sensação de se estar regressando à matrix. Era isso mesmo! Já era 1 de Setembro e lá estava eu, voltando para mais um tempo de Timor. Por sorte eu adoro essa ilha! E por sorte, voltarei à Austrália em breve…

Sydney Opera House

[a_CROSS//the_EARTH] :: Tear Down The Walls

Publicado em música, Religião, Sobre muitas coisas... por georgesilva em julho 29, 2009

acrossFico a pensar se quando “Shout to the Lord”  foi lançado anos atrás (a versão brasileira desta canção ficou conhecida através da gravação feito pelo Diante do Trono 1, com o título “Aclame ao Senhor”), Darlene e a Hillsong Worship Team imaginavam a projeção que teriam anos mais tarde. Provavelmente nem Joel Houston – que deveria ter uns 8 anos quando essa canção foi gravada! -, era capaz de conceber que anos depois estaria à frente – e no palco, com Marty Sampson – do United.

O último CD do grupo, lançado no primeiro semestre deste ano, ficou várias semanas na lista do itunes americano, oscilando entre o primeiro e o segundo lugar da lista de maior vendagem (à frente, inclusive, de Fergie e a troupe do Black Eye Peas!).

No site oficial do UNITED, é possível fazer, gratuitamente, o download da música “No Reason”, do último álbum. Os riffes de guitarra, o vocal, harmonia e linha melódica, a vibração e a energia são inconfundíveis.

Para acessar o site e fazer o download, clique aqui!

O título [a_CROSS//the_EARTH] :: Tear Down The Walls sugere que a igreja deve libertar-se das paredes que a cercam e que em algumas vezes a aprisiona, ignorando a fome, a pobreza e toda a forma de injustiça social. Deve assumir, portanto, a sua responsabilidade em prol do bem comum. Mais, compreendendo que nossas necessidades e ambições devem se dobrar aos pés da cruz, é preciso compreender que “o que Deus realiza em nós é a nossa história, mas que o que escolhemos fazer com esta história é o que realmente importa”.

Coisa para se pensar (Porque este é o tempo para que também a igreja promova transformações!)!

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