Um pouco de Dengue
Hoje fui levar uma amiga para fazer exame de sangue numa clínica aqui em Dili.
O lugar é bem modesto, mas até eficiente.
Uma hora após a coleta de sangue, veio o resultado:
“- A senhora tem um pouco de dengue!”, disse o responsável pela clínica. E continuou: “- Precisa ‘volta’ semana que vem pra ‘faz’ novo exame pra ver se ‘ganha’ mais.”
Será que minha amiga vai ganhar “mais dengue”?, pensei eu.
Sinceramente, espero que não.
Melhor é ganhar mais amor, mais saúde e mais dinheiro, não é mesmo?
De volta a Dili
Na primeira quinzena de Julho, chuvas torrenciais transformaram as ruas de Dili em verdadeiros rios.
Era impossível transitar.
Aparentemente, os estragos pela cidade não foram poucos. Vários conhecidos meus tiveram as casas inundadas.
O problema maior é que a tal dilema o Governo não tem dado pronta resposta ou solução. Os timorenses continuam a perder suas casas e/ou pertences diante das inundações e há sempre o risco de contaminação com doenças comumente transmitidas em decorrência destas enchentes.
E para aqueles que como São Tomé só acreditam vendo, posto aqui uma foto:
Ps.: se você pretende passar algum tempo em Dili a trabalho ou a turismo, pondere trazer na sua bagagem uma prancha de surf ou um caiaque. Poderá ser-lhe de grande valia!
Chupada?
Ontem uma amiga aqui de Timor me mandou uma mensagem via SMS dizendo que “estava na cama depois de ter sido chupada por 4 vezes”. Ela não explicou muito naquele momento, pelo que comecei a imaginar coisas…
Logo, um segundo SMS veio assim: “- Fui chupada! O pior foi que uma vez não foi suficiente…”
Caramba! Pensei logo: nem o personagem Jorge Tadeu, com toda a sua fome de amar – fome esta enfatizada por Aguinaldo Silva na novela “Pedra sobre Pedra” (1992, rede Globo) -, daria conta da moça! Valei-me!
Mas por fim, todas as teorias eróticas criadas naquele breve momento na minha mente levemente poluída se dissiparam com um terceiro SMS: “- Fui chupada por causa de um furúnculo!”, disse-me ela!
Claro, entendi finalmente que “um tal” furúnculo foi “chupado”.
Isso me chamou a atenção ao fato de que alguns outros amigos, nos últimos tempos, também tiveram estas inflamações de pele. Também eu, quando criança, tive um furúnculo na perna esquerda. Tenho a marca até hoje. No meu caso, meu avó aplicou um daqueles tratamentos tradicionais, aplicando uma folha de pimenta malagueta com uma colher de “óleo jonhson” levemente aquecido – daqueles que se utiliza para limpar a bunda de bebê! -, o que fez com que aquele furúnculo enoooorme estourasse poucos minutos depois! Foi um alívio. Também um colega da faculdade teve uma dessas inflamações numa região bem incômoda: na cabeça. Não da de cima, ressalto!
Consoante a isso, fui buscar no “Santo Google” o que, especificamente, são estes tais “furúnculos” e como tratá-los. O que descobri, segue aqui:
Trata-se de uma “doença de pele” causada por uma infecção bacteriana donde os folículos capilares acumulam células mortas e pus.
Esta colônia bacteriana que se inicia nos folículos capilares podem se transferir para a corrente sanguínea.
A maior parte dos furúnculos desaparecem num tempo que varia entre 4 e 10 dias. Há, contudo, alguns casos mais complicados que podem exigir acompanhamento de um dermatologista.
É comum as pessoas espremerem tais furúnculos. Tal ação, contudo, pode resultar na disseminação das bactérias para outros lugares do corpo. Isso pode ocorrer porque, uma vez “espremida”, as bactérias podem facilmente cair na corrente sanguínea, distribuíndo-se por outras zonas. E é assim que ocorrem, por exemplo, infecções nos ossos (também conhecida como osteomielite) e infecções na parede interna do coração (ao que é chamado de endocardite).
A área que pode causar maiores danos, entretanto, é a localizada entre a boca e o nariz. Isso porque nesse local os vasos sanguíneos comunicam-se com os vasos do cérebro. Assim sendo, e vindo as bactérias a cair na corrente sanguínea, há o risco de que os vasos cerebrais e infecções graves, como a meningite, surjam. É por esta razão que a drenagem nas infecções ocorrentes na área do rosto devem ser evitadas. E isso inclui as famosas “espinhas” (acho que alguns dos meus colegas espremeram espinhas demais…).
Bem, a maior parte das pessoas cuidam dos furúnculos aplicando compressas quentes. Este tratamento pode aliviar a dor e adianta a drenagem do pus.
Após este processo de drenagem, entretanto, a área deve ser lavada com sabão antibacteriano e enfaixada a seguir.
Da pesquisa feita, verifiquei ainda que tal processo de drenagem pode ser acelerado passando na área inflamada medicamento que tenha por base Ichtamol. E mais: em casos mais complicados, é comum o uso de antibióticos como dicloxacilina (Dynapen) ou cefalexina (Keflex) – Nossa! Que tanto nome difícil!!! -.
No entanto, alguns furúnculos são causados por uma bactéria conhecida como “Staphylococcus Aureus Resistente à Meticilina”. Ou seja: esta bactéria é resistente ao tratamento convencional através da meticilina – que por sua vez é um antibiótico da família das penicilinas! A transmissão deste tipo de infecção realiza-se pelo contato entre pessoas. Em especial, através das mãos. Assim, o ato de lavá-las sempre que se toca a área afetada pode auxiliar na diminuição do risco de transmissão das bactérias. Portanto, a transmissão pode ocorrer com o compartilhamento de objetos de uso comum, como toalhas, roupas, e até mesmo de pentes de cabelo.
Outras informações sobre os furúnculos podem ser obtidas nos sites que elenco abaixo. Foram os que utilizei para compreender um pouco sobre a matéria:
http://en.wikipedia.org/wiki/Boil
http://boasaude.uol.com.br/GENERICOS/showdocs.cfm?id=37
http://www.mdsaude.com/2009/02/estafilococos-aureus-mrsa.html
http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CELEX:32006D0257:PT:NOT
http://dermatlas.med.jhmi.edu/derm/
Anoto, por fim, não ter eu conhecimento médico. A pesquisa feita serve apenas como um informativo (se é que posso chamar assim!) – superficial! – sobre os furúnculos (Isso soa tão estranho!!!). Espero, ao menos, que a minha amiga, aquela mesmo que me enviou alguns SMS’s, leia este texto e aprenda de uma vez por todas que, ao contrário de outras coisas, furúnculo não se chupa!, se drena. Talvez ela tenha “espremido” espinhas demais. Isso explicaria muita coisa…


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