Máquina Transformadora

Porque voar no Brasil ainda é tão caro?

Publicado em Brasil, Viagem por georgesilva em junho 22, 2011

Confrontando os preços de passagens aéreas oferecidos pelas companhias asiáticas (sem falar na excelência dos serviços por estas prestados) com aqueles que encontramos (ou não) no Brasil, fico a imaginar como conseguem aquelas manterem-se no Mercado há tanto tempo sem cobrar tanto dos seus passageiros (ou será apenas uma errônea impressão minha?).

Para se ter uma idéia, um vôo de Bali (na Indonésia) a Phuket (na Tailândia) sai, pela Air Asia, ao custo de US$ 76,00 o trecho.  São 1617.42 quilômetros entre Bali e Phuket, o que resulta no preço de 0,04 centavos de dólar o km percorrido.

Em comparação com a TAM (esta, companhia brasileira), um percurso equivalente sairia muito mais caro para o consumidor. Fazendo uma simulação, o vôo de São Paulo a Rio Branco (1681,43 km), custa, na tarifa promocional (aquela obtida se comprada meses antes), 640 reais. Na quotação de hoje, tal passagem, em dólar, equivaleria a 404 dólares. Significa que tal companhia cobra dos passageiros, por quilômetro voado e para o trecho SP – Rio Branco, 0,24 centavos de dólar. Isso é 5 vezes mais do que o valor cobrado pela companhia asiática para um trecho equivalente.

Dizer mais, para quê?

Ásia tem mais uma companhia “Low cost”.

Publicado em Sobre muitas coisas..., Viagem por georgesilva em junho 21, 2011

Mais uma companhia “low cost” é lançada na Ásia. Para competir no Mercado até agora liderado pela Air Asia e Jet Star, foi lançada no Japão há três semanas uma nova companhia, chamada “Peach”. Espera-se que a mesma começe a atuar a partir de Março de 2012. Com isto, companhias como a Singapore Airlines e Thai Airways também começam a traçar estratégias para manterem-se neste competitivo setor. Estas duas e outras companhias da região, como a Garuda, por exemplo, começam a concordar que “não sendo possível vencê-los, o melhor negócio e juntar-se a eles”. Com isto, é possível que outras companhias como Tiger Airways (de Cingapura) e Lion Air (da Indonésia) continuem a aplicar preços razoáveis para passagens aéreas nos trechos disponíveis. Sem dúvida que, com o aumento da concorrência, quem sairá ganhando é o consumidor. Parafraseando o slogan da famosa Air Asia, “agora todo mundo pode voar”!

Hillsong UNITED em Jacarta: Aftermath!

Publicado em música, Religião, Sobre muitas coisas..., Viagem por georgesilva em junho 15, 2011

Apesar de já ter ido à Hillsong em Sidney, Austrália, foi a primeira vez que vi um show liderado pelo pessoal do UNITED.  Estava curioso porque nunca imaginei que tantas pessoas pudessem atender a um trabalho cristão no país que é considerado fechado ao cristianismo por possuir o maior número de muçulmanos no mundo: Indonésia.

UNITED foi a Jacarta e por sorte eu lá estava. Já  não haviam ingressos a venda há mais de uma semana, mas a bondade de um amigo que conheci em Timor me favoreceu: Michael Ferdinand Runtuwene cedeu seus dois ingressos para que eu e Isabel – uma amiga e missionária em Timor – atendêssemos ao concerto. Valeu a pena.

Os caras tocam, falam e cantam bem. Tem presença de palco e ministram com autoridade. Não se limitam a usar frases de efeitos. Cantam e encantam. Bastam alguns minutos para que todo o auditório começe a adorar com intensidade. O ambiente se transforma rapidamente  e uma atmosfera de adoração extravagante contagia a todos os presentes. É impossível deixar aquele lugar da mesma forma como se entrou. Dá pra entender a projeção que o UNITED vem conquistando deste os últimos anos. Basicamente, os caras são hoje a melhor banda cristã no mundo, tendo inclusive conquistado lugares de destaque em revistas especializadas pela vendagem excepcional. Há dois anos, por exemplo, “Across the Earth: Tear Down the Walls” ultrapassou, nos EUA, a vendagem de grupos como The Black Eyed Peas, assumindo por semanas o primeiro lugar na listagem. E este ano, logo após o lançamento, “Aftermath”, o novo álbum do grupo (o qual dá nome à turnê mundial) alcançou o topo das vendagens no iTunes da Austrália e Nova Zelândia.

Mais do que um show, o UNITED me reportou a um culto com duração de duas horas e trinta minutos que passaram rapidamente. A mensagem foi pregada de forma clara, expontânea e atrativa. No apelo, inúmeros indonésios declaram ser Jesus o Senhor das suas vidas.  Algo lindo de se ver.

Num país onde há limitações à liberdade de expressão, fiquei surpreso e encantado com o desenvolvimento e comprometimento do cristianismo.  Estamos a atravessar o mar a pé enxutos mas os campos continam brancos para a ceifa. Só não vê quem não quer.

Foi-se o velho, veio o novo…

Publicado em Sobre muitas coisas..., Viagem por georgesilva em fevereiro 16, 2011

Passaram-se as festas de fim de ano e cá estou eu a relembrar o melhor que os trópicos puderam me oferecer (e que meu bolso pôde suportar!): Natal em Cingapura, alguns dias pela Malásia e, finalmente, Bali – Indonésia – para a virada do ano.

Foi o fim do velho. E com o novo (e sem querer parafrasear a banda Jota Quest), ressurgiu a esperança de que dias ainda melhores virão…

Sim! Ressurgiu a esperança de que haverá outros e outros dias para se tomar café à beira da praia,

Dias para se ver o sol nascer,

Dias para tomar banhos de chuva e dias para ver o sol se pôr.

Haverá mais dias de sol sem ventos que me desfaçam,

Dias por meio dos quais as esperanças se fortalecerão.

Sim! Em 2011 haverá mais dias para se contra estrelas do mar e perseguir borboletas,

Dias para se rir até doer a barriga e dias para se sentir mais útil. Útil para o Reino, útil para o próximo.

O que dizer, pois, a vista de tantas aspirações?  Que seja 2011 um tempo de grandes realizações.

(*Redigido em Janeiro de 2011)

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De volta à Java!

Publicado em Fotografia, Viagem por georgesilva em novembro 22, 2010

Viajar pelo interior da Indonésia deu-me a sensação de que não deixei Timor Leste.

As pequenas vilas, os pequenos comércios, as gentes e até algumas paisagens reportam-me àquela pequena porção de terra.

Quando se sai das principais vias que cortam o país, observa-se que a falta de estrutura é situação idêntica à de Timor Leste: estradas estreitas em péssimo estado de conservação dificultam a locomoção daqueles que precisam viajar dos pequenos vilarejos para as cidades maiores em busca de produtos. Levei quase uma hora e meia para percorrer 43 km de carro.  Microletes provavelmente levam mais tempo.

Conheci a sra. Cucu, mãe do Deni, um amigo Indonésio.  Fiquei hospedado por uma noite na casa dos mesmos, na pequena vila próxima a Tasikmalaya. Pelo caminho, muitas seringueiras e campos de arroz.

O povo local é bem curioso. Provavelmente não vêem muitos estrangeiros por ali.  E quando eu mencionava que moro em Dili, muitos externavam ainda mais a curiosidade, desejando saber como é aquela parte da ilha. Do que percebi, as pessoas mais simples sequer tinham noção do que aqui ocorreu durante os 25 anos de ocupação.

Também visitei  – mais uma vez! – Bandung, a quarta maior cidade da Indonésia.  A exemplo de Jakarta, as ruas são sempre congestionadas, especialmente nos finais de semana. Residentes de Jakarta e arredores costumam ir a Bandung para fazer compras nos famosos “Outlets” ou para apreciarem a culinária sudanêsa.

Por causa do clima fresco, os Holandeses planejavam fazer de Bandung a capital, isso antes da Segunda Guerra. Aliás, a arquitetura holandesa é bem visível pela cidade.

Em Bandung, a maior parte das atrações referem-se à ida aos vulcões, visitas às quedas d’água e passeios pelas plantações de chás e florestas.

Em Bandung fica a famosa “Rua dos Jeans”. As lojas chegam a ser cômicas: nas entradas, estátuas gigantescas de heróis de desenhos animados, como Super-man, Homem Aranha, Rambo, dentre outros.

Enquanto lá estive, Jantei em um lugar chamado “Kampung Daun”. Nunca pensei que veria restaurantes naquele estilo.  Fica um pouco fora do centro da cidade e em dias movimentados é necessário fazer reserva para almoço ou janta. Entretanto, e para quem deseja experimentar a culinária local, vale a pena, inclusive pelo local. O lugar é sensacional.

Após regressar à Jakarta, adoeci por uns dias. Ficar doente sempre é um saco, mas quando se está viajando, é pior ainda. Passei vários dias com dores de garganta e febre. Felizmente o apartamento onde fiquei era bem localizado e confortável.

Nesta viagem à Indonésia, também tive a oportunidade de conhecer um lugar chamado Puncak (Lê-se “pun-tiá”). A cidade fica rodeada por montanhas cobertas por pinheiros e plantações de chá. As florestas lembram cenários de filmes como E.T. e Crepúsculo.

Para matar um pouco a curiosidade, posto aqui algumas fotos:

 

Fim de semana

Publicado em Sobre muitas coisas..., Viagem por georgesilva em julho 5, 2010

Final de semana sensacional: almoço no cais (com direito a carne de crocodilo!), café em Cullen Bay, visita ao maior mostruário do mundo de répteis australianos (com direito a abraçar um filhote de crocodilo, cobras e lagartos!), drinks na Michell Street e no Casino e, enfim, jantar na casa de amigos. Precisa mais?

Cullen Bay Marine

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O que levar na minha mala?

Publicado em Sobre muitas coisas..., Viagem por georgesilva em janeiro 27, 2010

Viajar quase sempre é bom. Passamos dias planejando o itinerário, definindo roteiros, analisando o melhor lugar para se visitar, onde se hospedar, e daí, na hora do ‘vamos ver’, algo fundamental: o que levar na mala?

A gente começa a pensar quais roupas; quais perfumes; quantas cuecas, calçados e pares de meia; e esquecemos as vezes que, na bagagem, alguns cantos deverão ser reservados para as outras coisas, como presentes para pessoas queridas, por exemplo.

Pior é perceber, já no final da jornada, que grande parte do que foi levado sequer foi utilizado e que já nem se pode comprar aquele berimbal na viagem feita à Bahia porque já há muitas coisas a serem transportadas.

Quem sabe mais uma mala? E de mala em mala, a gente vai acumulando tranqueiras e mais volumes sem se aperceber que nem tudo o que transportamos tem relevante valor ou terá utilidade.

Nas malas, carregamos muitas coisas. Algumas delas jamais serão utilizadas. Mesmo assim, insistimos em deixá-las ali, servindo apenas de peso. Enfim, impecilho para carregar e para viajar de forma mais confortável.

Mas o bom em se viver é que a gente aprende com tudo. Todas as situações, mesmo as mais complicadas, nos permitem extrair aprendizados. O importante, a partir daí, é ponderar o que fazer com a bagagem que se adquiriu durante essa jornada chamada “vida”.

Devo eu transportar por todos os caminhos toda a memória que não foi agradável? Devo eu manter as fotografias que me reportam a um cenário de tristeza? Devo eu preservar sentimentos de vingança que somente afligem o espírito?  Porque insistir em carregar aquilo que somente  pesam dentro do peito?

As nuvens que sobre mim pairavam estão se dissipando. Aos poucos, os raios de sol vem iluminar a alma e o coração. Mais que isso, a sensatez começa a retomar assento.

Já não quero dar ouvidos à dor, à solidão e ao medo. Já não quero tais sentimentos na minha mala.

De fato, coisas do coração são complicadas. Mas com o passar dos dias, a gente começa a ver flores ao redor. São as mesmas flores que sempre estiveram ali, mas porque o coração insistia em ver paisagens em branco e preto, a beleza e a alegria se perdiam.

Começo a pensar num próximo roteiro. Desta vez, minha mala não irá tão cheia.

;-)

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Ang ala-ala ng nasaktang puso

Publicado em Sobre muitas coisas..., Viagem por georgesilva em janeiro 18, 2010

Lembro-me como se fosse ontem: Navega pela internet quando, sem querer, eu e ela passamos a trocar alguns dizeres.

No início, eram palavras de curiosidade. Logo depois, identificação de afinidades. Mais ali a frente, trocas de desejos de bem querer. Eu e ela. Ela e eu.

Levou tempo, mas finalmente nos encontramos pessoalmente.

Eu não sabia, ao certo, o que iria acontecer, qual reação seria a esperada, que primeiras palavras seriam frente a frente ditas.
Trocamos inúmeras mensagens pelo celular e enfim marcamos o encontro. No horário previsto, lá estava eu a procura dela e ela à minha procura. Robinson foi o lugar escolhido.

Eu a via e ela não me enchergava em meio à multidão. Mas de repente, o abraço apertado seguido por um sorriso foi dado.

O encontro aconteceu. Nossos olhares se cruzaram, pela primeira vez, naquele Shopping.  Almoçamos juntos. Passeamos também. Vimos o por do sol. Vimos fogos de artifício.

Falamos de tudo, sobre tudo, ou quase tudo. Nossos braços se esbarravam como quem quisesse dizer: quero embalar sua mão e também o seu coração. E quando isso acontecia, eu me sentia feliz, profundamente feliz por dentro. A mesma sensação tomava conta da minha alma quando nos abraçávamos. E enfim, no final da noite, após aquele beijo, a minha alma, que já estava imensamente feliz, passou a cantar. E cantava uma canção assim:


“Yeah, I’ll tell you something
I think you ‘ll understand
When I say that something
I wanna hold your hand
I wanna hold your hand
I wanna hold your hand

Oh, please, say to me
You ‘ll let me be your man
and please, say to me

You ‘ll let me hold your hand
Now let me hold your hand
I wanna hold your hand

And when I touch you I feel happy, inside
It’s such a feeling
That my love
I can’t hide
I can’t hide
I can’t hide

Yeah you, got that something
I think you’ll understand
When I feel that something
I wanna hold your hand
I wanna hold your hand
I wanna hold your hand

I wanna hold your hand.”

Nos vimos mais uma vez. Depois, nunca mais. Percebi que paixão acontece de forma inusitada. Bastam simples gestos para que alguém nos acorrente os pensamentos e a vontade de querer estar, de querer ver, te querer ter.
Seguramente, nunca vivi algo assim. Não tenho mais a companhia dela como tinha antes.  Agora pouco nos falamos, mesmo pela internet. Provavelmente, a melhor solução para quem deseja curar a pedra daquilo que provavelmente nunca se teve realmente.

Mas de qualquer forma, as fotografias, as canções ouvidas juntos, as lembranças que foram boas continuam a fazer parte das minhas rotinas. Ainda. O beijo trocado e as carícias também. Saudades insanas, eu sei, mas saudades que o tempo, e só o tempo, poderá amenizar.
São essas as minhas recentes memórias, memórias de um coração partido (ang ala-ala ng nasaktang puso), memórias de um coração que precisa e deseja ser reinventado…

“Magical Mistery Tour”

Publicado em Sobre muitas coisas..., Viagem por georgesilva em janeiro 15, 2010

“Roll up!/
We got everything you need.
Roll up for the Mystery Tour!”. – Beatles -

Pra variar, faz algum tempo que nada posto por aqui.
Explico: andei super ocupado com questões de trabalho e com planejamento de coisas bem pessoais, como a viagem de fim de ano.
Contei as semanas, os dias, os minutos para tal.
O itinerário escolhido, desta vez, foi Bali, Cingapura e algumas esquinas das Filipinas.
Nada de novo, a não ser a tempestade de sensações inesperadas que tomaram conta de mim durante grande parte do percurso.
As paisagens renderam belas fotografias. As situações e circunstâncias que atravessei resultaram em memórias doces e outras nem tanto. Vivi a ambiguidade de momenos de intensa descoberta e alegria e situações de ansiedade e decepção.
Muitas músicas novas foram ouvidas. Provavelmente, novos hits que farão parte da trilha sonora que é a minha vida.
Passei quatro dias em Bali. Destes, 3 em Ubud. Aluguei uma moto e explorei os arredores. Foi fantástico.
Na véspera de Natal, embarquei para Manila, com conexão em Singapura.
Escolhi um hotel na área de Malate. Malate fica na baía e a vista de lá é linda.
Manila continua com inúmeros Shoppings. Conheci um novo, chamado “Mall of Asia”.
A cidade estava bem ornamentada para as festas de final de ano. Luzes por todos os lados e pequenos presépios pelo centro financeiro, Makati, anunciavam o Natal.
Encontrei-me com o EJ. Foi um ótimo guia e uma excelente companhia. Ao menos por dois dias.
Também conheci o Jeff. Jovem, médico promissor. Acredito que o futuro lhe reserva grandes possibilidades.
Não era esperado passar tanto tempo sozinho. Havia planejado viajar acompanhado. Infelizmente, situações inusitadas (como questões de trabalho, por exemplo) surgiram e, a par de outras sensações, acabei me entediando. Cheguei a sentir falta da mesmice de Timor: os jantares com a Ni, Gorete, Pedro e Bel; as saídas com Diogo e Eder; as idas, no final de tarde de sábado e domingo, na praia. Nunca pensei que sentiria saudades disso.
O resultado dessa ansiedade foi a antecipação dos meus tickets. Resolvi, assim, abandonar o caminho que estava sendo trilhado só e fui juntar-me a um casal de amigos em Cingapura: André e Érika. Com eles passei a virada do ano.
Fomos à esplanada, donde podiam ser vistos os fogos.
No retorno para Timor, parada obrigatória em Bali.
Infelizmente, não consegui antecipar a volta para Dili, já que há apenas um vôo por dia e, nesta época do ano, estes são sempre cheios.
Acabei indo ao aeroporto de Bali três vezes durante a primeira semana, sendo que nada consegui. Num dos dias, a companhia chegou a fazer o check in, informando-me quase na hora do embarque que eu não poderia embarcar para Timor porque não havia combustível suficiente ante o número de pessoas e volume  de bagagens que estavam sendo transportadas. Jon, meu chefe, ao menos, conseguiu voo para Bali e tive companhia por alguns dias. Parei de lamentar algumas coisas e passei a curtir um pouco mais os lugares e as pessoas que comigo estavam.
Fazendo uma avaliação do que foi esta viagem, bom, o que posso dizer? Criei, sem querer, expectativas que foram frustradas. Me afoguei por uns dias num “mar de lamentações” apesar de ter desejado me lançar  no “mar da traquilidade”. Ao menos vi coisas interessantes, paisagens bonitas e aprendi algumas coisas. Por exemplo, que a vida precisa ser sempre reinventada.
Mas agora, de volta à Matrix, algumas coisas ainda estão meio que fora de órbita. Aos poucos, acredito, a gravidade vai fazendo o seu papel e tudo toma assento. É uma questão de tempo.
Voltei ao trabalho. O processo no qual ora atuo parece estar  quase chegando ao final. Penso que dois ou três meses serão suficientes. Ainda não tenho nada certo para depois.  Tenho, por outro lado, algumas propostas e idéias.
Janeiro já está na metade. Isso, de certa forma, me assusta.
Tenho revisto conceitos. Tenho ouvido novos sons. Antigos também. Tenho aprendido que não se deve abrir o coração quando não se assume o risco de não ser correspondido. Ao menos, da forma como se esperava. Tenho aprendido que pouco ou nada sei e que caminhar é preciso, sempre. Definir rotas, trajetórias, também. Mas se em alguma delas nos perdermos, haverá sempre um outro caminho a nos levar a um lugar seguro. Tudo é uma questão de tempo.

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Isang buwan na lang!

Publicado em Sobre muitas coisas..., Viagem por georgesilva em novembro 28, 2009

Manila

Manila

Sim! Falta pouco menos de 1 mês para a chegada das esperadas férias.
Desta vez, em razão do trabalho, a ida ao querido Brasil será adiada. Serão apenas duas semanas de recesso pelo que uma viagem de 20,000 km fica fora de questão.
Ironicamente, passarei a véspera do Natal num país muçulmano (Indonésia), numa ilha hindu (Bali), mas a caminho de um país cristão.
Filipinas foi o lugar escolhido para passar o 25 de dezembro e a virada do ano.
Já estive por lá em 2006, três meses após a crise que ocorreu em Timor Leste donde timorenses do leste da ilha se opunham aos do oeste, donde mais de 100,000 pessoas ficaram desabrigadas, donde a polícia nacional foi fragmentada e donde o Governo de Mari Alkatiri, então Primeiro Ministro, sucumbiu.
Na primeira visita às Filipinas, eu e Daniela, companheira de viagens, passamos alguns dias em Manila – a capital -, e visitamos cidades como Banaue, famosa pelos arrozais; e Baguio.
Não farei desta vez a viagem de quase 12 horas ao norte da ilha de Luzon no ônibus pouco confortável – mas cuja vista fez valer a pena. Me limitarei a Manila e arredores.
Dizem que Dezembro é a melhor época para se visitar as Filipinas: as cidades ficam bem ornamentadas, iluminadas, especialmente as inúmeras igrejas, heranças da ocupação espanhola.
Estou aprendendo algumas poucas palavras em Tagalog, idioma oficial. Fala-se ainda por lá 11 línguas regionais e 87 dialetos. Felizmente, em razão da intervenção americana que começou em 1898 e que somente cessou em 1946, com a independência, praticamente todo mundo fala inglês (na verdade, mesmo após a independência, os EUA tutelaram as Filipinas, isso até 1991).
Pois bem:
Visitarei novamente o Intramuros;
Verei um amigo querido;
Conhecerei algumas das praias próximas a Manila;
E conhecerei o menor vulcão do mundo.
Quem sabe arriscarei cantar em um dos inúmeros karaokês espalhados pelos shoppings. Aliás, em 2006 fiquei admirado ao ver tantas pessoas fazendo filas nos famosos “malls” para pegar o microfone e viver o momento “American idol”. Nunca vi coisa igual…
Começo a ficar ansioso! Isang buwan na lang. Ou seja: Falta menos de um mês!
E já entrando no espírito da coisa,  relembrando aqui uma música da gatíssima Shakira,

“I’m ready for the good times,
I’m ready for the good times,
Ready to get it on…”

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